Tabus e Mitos da Amamentação

Nutricionista com foco em Emagrecimento e Saúde da Mulher

Tabus e Mitos da Amamentação

abril 24, 2013 Alimentação na gestação Alimentação na Infância Alimentação Saudável Amamentação Saúde e Comportamento vegetarianismo 0
 Embora a amamentação seja um ato natural e fisiológico, poucas crianças têm o privilégio de serem amamentadas, pois o ato de amamentar esbarra com pré-conceitos, despreparo de médicos e falta de apoio.
 No Brasil, existem muitas crenças e tabus relacionados à alimentação da criança pequena e amamentação, e este é um aspecto importante a ser considerado, pois muitas vezes traz prejuízo às crianças.
Por exemplo, existem mães que tem a percepção que sua produção de leite não é suficiente, por acharem que o volume de mama é pequeno ou que tem pouca drenagem espontânea de leite, ou pela ideia que o choro da criança após a mamada seja causado por fome.
Na região Nordeste, foi observado ainda que o leite materno às vezes é suspenso para não adoecer a criança, porque a mãe acredita que está “reimoso” (podendo causar inflamação) em função de algum alimento ingerido por ela ou que, se oferecido quando a mãe está com o corpo quente causará diarreia na criança. A amamentação também é suspensa se a mãe engravida novamente porque, segundo a crença, se torna “salgado”.
Ainda no Nordeste, as mães acreditam que seja necessário oferecer água ao bebê, pois o leite materno não tem o poder de saciar a sede; chás são oferecidos como “remédios” em casos de cólica, dificuldade para dormir, gases e para acalmar as crianças.
Nas regiões Sul e Sudeste, o desmame encontra-se relacionado a uma percepção de “fome” do bebê, à ideia de que o leite materno sozinho não é suficiente para “sustentar” o bebê em crescimento, e aos problemas enfrentados pelas mães no período, (especialmente dor de cabeça e nervosismo) que explicariam a “falta” de leite do peito.
As pesquisas nas regiões Centro-Oeste e Nordeste indicam que, segundo as mães, o aleitamento pode ser interrompido por “rejeição” da criança (“não quer mamar”, “enjoou do peito”, “não gosta de mamar”). A volta ao trabalho / retorno às aulas também são identificados como um motivo de interrupção.
Além disso, problemas como rachaduras e fissuras dos seios, ingurgitamento de mama, mastite e abscesso, se não forem bem assistidos por profissionais de saúde também pode contribuir para a desistência da mãe.

 Está bem claro para nós que o leite materno é o alimento ideal para um crescimento adequado da criança nos primeiros 6 meses.  Nesta fase, é importante apoiar e orientar à mãe. Entretanto tabus e mitos que giram em torno do tema “amamentação” podem interferir no bom desenrolar da prática. 
Se você está grávida ou amamentando, procure um grupo de apoio ou um nutricionista  para qualquer esclarecimento. Isso poderá fazer a diferença para você e o seu bebê.


fonte: Melcarne, C G.  Perfil dos usuários do disque amamentação do grupo de mães amigas do peito. Rio de janeiro, 2010.

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